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Episteme (gr.) = conhecimento, ciência
Epistemologia = conhecimento do conhecimento, ou ciência da ciência
Qual epistemologia está na base de nossa visão de mídia e poder neste curso?
Qual o nosso ponto de vista epistêmico?
A partir de que idéias, princípios, eixos cognitivos nós nos aproximamos do tema mídia e poder?
Todo ponto de vista é a vista ou visão a partir de um ponto!
MAPA NÃO É TERRITÓRIO
Teoria é mapa...
Aula é mapa...
É fotografia, é imagem, é representação mais ou menos fiel dos fenômenos...
É BUSCA DE COMPREENSÃO
compreender vs. explicar
Menos portanto e mais talvez...
Menos conceitos e mais noções...
Menos verdades e mais aproximações possíveis...
Menos certezas e mais buscas
“A vida é breve, a arte é longa, o momento oportuno, fugidio, a prova, vacilante e o juízo, difícil”
(Hipócrates, Aforismos)
VISÃO MULTIPERSPECTÍVICA
Utilização de “uma ampla gama de estratégias textuais e críticas para interpretar, criticar e desconstruir as produções culturais em exame.”
(Kellner, 2001:129)
O conceito de multiperspectividade, utilizado por Kellner, “inspira-se no perspectivismo de Nietzsche, segundo o qual toda interpretação é necessariamente mediada pela perspectiva de quem a faz, trazendo, portanto, em seu bojo, inevitavelmente, pressupostos, valores, preconceitos e limitações. Para evitar a unilateralidade e a parcialidade, devemos aprender ´como empregar várias perspectivas e interpretações a serviço do conhecimento´(Nietzsche)” (Kellner, 2001:129).
Nem apocalípticos nem integrados
MÍDIA É MEIO
Está no meio
É instrumento
É ferramenta
(Latim: medium, media)
(Inglês: mass media)
(Português: mídia)

COMPLEXUS
De complexus (latim) = o que é tecido em conjunto: o que une, faz dialogar distintos saberes
CONTRA:
O dogmatismo
A idéia de causa e efeito
O reducionismo
O pensamento da certeza
O racionalismo
A FAVOR:
Da complexidade
Da compreensão
Da idéia de saberes plurais
Da ética: o para quê
O mundo (o real, a natureza, a vida, o planeta mídia...)
Não é reto nem torto..., nem redondo.
Não é preto nem branco...
Há tons e entretons...
Há conflitos...
Há chaos e há cosmos...
“A ciência jamais persegue o objetivo ilusório de tornar finais ou mesmo prováveis suas respostas.”
O objetivo da ciência é o de “sempre descobrir problemas novos e mais gerais, e de sujeitar suas respostas, sempre provisórias, a testes sempre renovados e sempre mais rigorosos”.
Karl Popper. Citado por Campos e Diniz
Revista Communicare
v. 5, n.1. 1 sem. 2005. p.14.
“EXISTIR NÃO É LÓGICO”
(Clarice Lispector)
COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE COMPREHENDERE
De comprehendere (latim) = abranger, juntar, abraçar
"Sempre intersubjetiva, a compreensão pede abertura, simpatia e generosidade."
MORIN, Edgar. Os sete saberes
necessários à educação do futuro.
São Paulo: Cortez / Unesco, 2000.
Restrepo: Fugir da “lógica de guerra” que impregna todo conhecimento.
TEMA PARA DEBATE:
Que visão temos nós da mídia?
Que teoria da comunicação subjaz a essa visão?
A mídia faz com as pessoas (conosco) aquilo que o clip da canção “Another Brick in the Wall”, de Pink Floyd, mostra sobre a escola e a educação? Somos formatados, enquadrados, alienados... e triturados pelo poder incomensurável da mídia?
A mídia destrói nossa capacidade de atenção e de concentração, e, mais, nos infantiliza, como sugere o texto de Marilena Chauí?
“DISPERSÃO DA ATENÇÃO” E “INFANTILIZAÇÃO”
Marilena Chauí, em Simulacro e poder: uma análise da mídia (São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006, pp. 52-53), fala de dois “efeitos que os meios de massa produzem em nossas mentes: a dispersão da atenção e a infantilização”.
Sobre a "dispersão da atenção":
Para atender aos interesses econômicos dos patrocinadores, rádio e televisão dividem a programação em blocos que duram de sete a dez minutos, sendo cada bloco interrompido pelos comerciais. Essa divisão do tempo nos leva a concentrar a atenção durante os sete ou dez minutos de programa e a desconcentrá-la durante as pausas para a publicidade. Pouco a pouco, isso se torna um hábito. Artistas de teatro afirmam que, durante um espetáculo, sentem o público ficar desatento a cada sete minutos. Professores observam que seus alunos perdem a atenção a cada dez minutos e só voltam a se concentrar após uma pausa que dão a si mesmos, como se dividissem a aula em “programa” e “comercial”.
Ora, um dos resultados dessa mudança mental transparece quando crianças e jovens tentam ler um livro: não conseguem ler mais do que sete a dez minutos de cada vez, não conseguem suportar a ausência de imagens e ilustrações no texto, não suportam a idéia de precisar ler “um livro inteiro”. A atenção e a concentração, a capacidade de abstração intelectual e de exercício do pensamento foram destruídas. Como esperar que possam desejar e interessar-se pelas obras de arte e de pensamento?
Sobre a "infantilização":
Por serem um ramo da indústria cultural e, portanto, por serem fundamentalmente vendedores de cultura que precisa agradar o consumidor, os meios infantilizam. Que é ser infantil (independentemente da idade cronológica)? Deixemos a Freud a resposta: ser infantil é não conseguir suportar a distância temporal entre o desejo e a satisfação dele. A criança é infantil justamente porque para ela o intervalo entre o desejo e a satisfação é intolerável.
Que fazem os meios de comunicação? Prometem e oferecem gratificação instantânea. Como o conseguem? Criando em nós os desejos e oferecendo produtos (publicidade e programação) para satisfazê-los. O ouvinte que gira o dial do aparelho de rádio continuamente e o telespectador que muda continuamente de canal o fazem porque sabem que, em algum lugar, seu desejo será imediatamente satisfeito. Além disso, como a programação se dirige ao que já sabemos e já gostamos, e como toma a cultura sob a forma de lazer e entretenimento, os meios satisfazem imediatamente nossos desejos porque não exigem de nós atenção, pensamento, reflexão, crítica, perturbação de nossa sensibilidade e de nossa fantasia. Em suma, não nos pedem o que as obras de arte e de pensamento nos pedem: trabalho da sensibilidade, da inteligência e da imaginação para compreendê-las, amá-las, continuá-las, criticá-las, superá-las. A cultura nos satisfaz se temos paciência para compreendê-la e decifrá-la. Exige maturidade. Os meios de comunicação nos satisfazem porque nada nos pedem, senão que permaneçamos para sempre infantis.
ANOTHER BRICK IN THE WALLl (Part 2)
We don't need no education
We dont need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.
We don't need no education
We dont need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.
"Wrong, Do it again!"
"If you don't eat yer meat, you can't have any pudding. How can you
have any pudding if you don't eat yer meat?"
"You! Yes, you behind the bikesheds, stand still laddy
L U D I S M O
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Movimento que se insurgiu contra as profundas alterações trazidas pela chamada "Revolução Industrial".
As reclamações contra as máquinas e a sua substituição em relação à mão-de-obra humana, já eram normais. Mas foi em 1811, na Inglaterra, que o movimento estourou, ganhando uma dimensão significativa.
O nome deriva de Ned Ludd, um dos líderes do movimento. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus atos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, duras horas de jornada de trabalho. Os luditas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas".
Para além de histórico, este termo representa também um conceito político, usado para designar todos aqueles que se opôem ao desenvolvimento tecnológico ou industrial. Estas pessoas são também chamadas de "luddites" ou "ludditas" e o movimento social é hoje conhecido como o neo-luddismo.
CARGA HORÁRIA: 60 h.a.
DOCENTE: Prof. Dr. Dimas A. Künsch
Doutor em Ciências da Comunicação (USP), professor de graduação e de pós-graduação, vice-coordenador do Programa de Pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero e editor da Líbero.
EMENTA
Novas tecnologias, revolução midiática, globalização e o papel da informação e da comunicação. Velhas e novas formas de poder. Mercado e consumo. Convergência digital e grandes conglomerados midiáticos. “Modernidade líquida” e “Príncipe eletrônico”. Jornalismo e novas mídias. Newsmaking, gatekeeping, agenda setting e espiral do silêncio. Publicidade. Marcas e corporações. O Estado, a sociedade civil, o indivíduo e os grupos. Era da imagem. Planeta em rede. Novas formas de cidadania e de participação. Paradigma complexo-compreensivo.
OBJETIVOS GERAIS
Investigar e discutir vicissitudes e cenários contemporâneos gerados pelas novas tecnologias de informação e de comunicação, com seus desdobramentos nas áreas da cultura e da sociedade.
Investigar a questão do poder em sociedades em rede, com acento na mundialização das dinâmicas do mercado e do consumo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Situar o(a) aluno(a) no contexto dessas mudanças, sob os pontos de vista do estudo, da pesquisa e da vivência.
Exercitar a pesquisa acadêmica e o trabalho de equipe.
Incentivar o(a) aluno(a) a continuar seus estudos em nível de mestrado.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Ponto de vista epistêmico
Novas e velhas mídias
Mercado e consumo
Convergência digital
Conglomerados midiáticos
Cultura McWorld
Marcas e corporações
“Modernidade líquida”
“Príncipe eletrônico”
Jornalismo na era digital
Agenda setting, espiral do silêncio...
Publicidade
Planeta em rede
Revolução digital, cidadania e democracia
METODOLOGIA / ESTRATÉGIAS
Aulas expositivas.
Multimídia: filmes, internet, blogs...
Equipes de pesquisa e de trabalho: são 4 (quatro), cabendo a cada uma, durante o curso, apresentar um mini-seminário (45 minutos, incluindo debate) e um seminário maior (90 minutos, incluindo debate), sobre uma obra específica.
Mini-seminários: sobre temas de livre escolha, ligados a mídia e poder.
Seminários: sobre as seguintes obras:
Equipe 1 – Admirável mundo novo (Aldous Huxley)
Equipe 2 – 1984 (George Orwell)
Equipe 3 – A mídia nas eleições de 2006 (Venício A. de Lima)
Equipe 4 – A galáxia da Internet (Manuel Castells)
Blog individual: espécie de diário de bordo do curso, com reflexões, comentários, links interessantes etc., sempre referentes ao tema mídia e poder. Destaque para os temas dos mini-seminários e seminários. Links para os demais blogs da classe. Obs.: blogs serão acompanhados pela classe ao longo do semestre.
AVALIAÇÃO
Mini-seminário: 2,5 ponto
Seminário: 2,5 ponto
Trabalho final (blog): 5 pontos
Nota sobre o trabalho final: o blog de cada aluno será acompanhado ao longo de todo o semestre pela classe. Será avaliada a atualização, a autoria (não vale só apresentar links diversos) e a apresentação. No final do semestre, o aluno deve postar um resumo dos grandes eixos do curso, com uma reflexão crítica, uma espécie de paper eletrônico. Incluir bibliografia. O texto fecha o blog para a avaliação.